Ao longe, o fim do mundo

TEATRO

Retorno Contínuo

5 e 6, 21h

Teatro Ibérico


Texto
Beatriz e Leonor W. Carretas

Encenação
Leonor W. Carretas

Interpretação
Afonso Santos, Beatriz Wellenkamp Carretas, Joana Pialgata, Vasco Barroso

Participação especial
Emanuel Botelho

Produção
Gabriela Cavaz

Cenografia
Vítor Freitas

Realização, edição e operação de vídeo
Fábio Coelho

Sonoplastia e operação de som
Emanuel Botelho

Desenho e operação de Luz
Francisco Monteiro

Curadoria de debates
Simão Freitas

Coprodução
CENDREV

Apoios
Terceira Pessoa, Teatro Experimental do Porto, GrETUA, Teatro Oficina, Circolando Antena 2, Coffeepaste. 

Projeto financiado pelo Ministério da Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Arte e pela Sociedade Portuguesa de Autores

Agradecimentos
Instável Centro Coreográfico

Um grupo de terraplanistas parte rumo à Antártida para provar que a terra é plana. O já antes navegado apresenta-se como possibilidade de descoberta de uma nova verdade. Na travessia que vai da hipótese à verificação da prova relevam não a verdade mas as crenças que sobre ela têm, cada vez menos suportáveis. Os movimentos modernos de terraplanistas - em crescimento exponencial e paralelo ao das redes sociais - são um dos indicadores de que a Ciência, bastião da verdade na sociedade ocidental contemporânea, não é suficiente para fazer sentido do mundo. Contudo, se entregamos a verdade ao relativismo total ficamos facilmente à deriva, reféns de fenómenos sociais e políticos voláteis e opressores - como populismos e propagandas. Além do impacto político-social dos negacionismos da verdade, a escolha dos terraplanistas em particular interessa-nos como movimento de pensamento. Se por um lado nos parece absurdo o que defendem, por outro acreditamos que para fazer sentido do mundo devemos, tal como eles, pôr em causa o nosso sistema de crenças.


  • Leonor e Beatriz Wellenkamp Carretas, irmãs e artistas, têm vindo a desenvolver trabalho em parceria desde 2018. Em conjunto criaram: Quem é Quem? - Título provisório, escrito e encenado por elas em 2022; o texto radiofónico A Mala I Síndromes de um Coração Partido para a Antena 2, difundido em 2023; e O Estado a que Chegámos, texto publicado em 2024 pelo Teatrão no âmbito da Fantasia Futurista. Em 2024 fundam a Retorno Contínuo - Associação.